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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sonhemos com o coordenador também!


Se eu ganhasse na loteria...

1. Hum!, já pensou? Sei lá, uns R$ 30.000.000,00 - seria de enfartar, não? Vamos fazer de conta que eu ganhasse, conquanto eu, pessoalmente, não jogue. Mas vamos fazer de conta... R$ 30.000.000,00 dariam pra eu arrumar a Colina inteirinha. Vamos imaginar como seria...

2. Primeiro de tudo, reformaria o Prédio 14 e o de Música. O máximo de modelo que e conheço são as salas de aula da Gama Filho, na Candelária. Seriam meu padrão mínimo. A ele, se somaria a parafernália inteira de computação - PC, projetor, tela, TV, o diabo a quatro. Tem professor que não ia nem dar aula, só de namoro nas "modernidadi". Se me desse na telha, quadro-negro eletrônico, só pra esbanjar. Ar condicionado com controle remoto - aliás, nas salas de aula de Nova Iguaçu, na PIB, já tem. E a gente aqui, na Colina, só na toalhinha... Pois eu comprava o estoque da Ponto Frio inteiro...

3. Segunda coisa, climatizaria a Capela, depois de uma reforma completa, uma senhora restauração. Talvez, comprasse um órgão de tubos. Compraria violinos, sem dúvida. Ia ser uma farra. Na re-inauguração, a OSB...

4. Daí, informatizaria a biblioteca. Aumentaria a capacidade do acervo: já não cabe mais nada lá. Talvez criasse um segundo andar, sei lá. Mas tem que aumentar aquilo lá. E, claro, restauraria obras antigas, e atualizaria o acervo.

5. Acho que já foram, aí, uns 2 contos, não foram não?

6. Aí, passaria à reforma dos prédios de moradia. Ia ficar tudo um brinco só. Mas ia ser extremamente seletivo com quem seria autorizado a residir ali. Ah, ia pôr câmeras em tudo. Menos nos sanitários...

7. Todavia, essa dinheirama toda, que teremos, quando da venda do terreno, com o que só não faremos o acima descrito se não quisermos, ela não impediria que eu ainda assim reformulasse nosso quadro decente, nosso regime trabalhista, nossos cursos. Há desajustes na folha de pagamento. Precisam ser corrigidos mesmo. E serão. Pena que de modo tão abrupto, mas, de um jeito ou de outro, teriam de acontecer. O fato de não haver efetiva orientação pedagógica na Colina, e queremos reverter esse quadro, levou a anos de descuido na relação ensino-aprendizagem. Não se generalizou tal costume, tal prática, mas se poderia apontar muitos casos desse tipo, que revelam, por se darem à luz dos olhos de todos, o seu caráter habitual. Não me surpreende que, nesse momento, alunos corram a fazer listas. Elas, as listas, não revelam tudo, e, às vezs, revelam outros dados, mas, no meio desse jogo de revelar e esconder, uma coisa transparece: há sempre profissionais que descuidam de suas responsabilidades.

8. Digo isso para descaracterizar o fato de que as demissões se devem unicamente à faca em nosso pescoço. Concretamente, sim, mas talvez isso seja até positivo. Seja como for, mais cedo ou mais tarde, elas viriam a acontecer, ainda que não no volume tsunâmico desses próximos dias - ou de julho. Todavia, o processo concorrerá para a profissionalização do corpo docente, para o seu melhor controle - e, podem esperar, haverá rigoroso controle das práticas pedagógicas, após a reformulação do quadro docente. Serão acompanhados, pela Coordenação, por meio da Orientação Pedagógica: a) execução do Projeto dos Cursos; b) elaboração e cumprimento de Plano de Curso; c) desenvolvimento didático-pedagógico das aulas; d) avaliação criteriosa e competente; e) assiduidade e pontualidade.

9. Quando me perguntam por que estou entusiasmado, respondo: porque, por detrás da nuvem negra, vislumbro o sol. E o sol pedagógico é sobretudo, o comprometimento, o controle, a gestão. Tomara que isso não faça parte da brincadeira com que comecei essa postagem.



OSVALDO LUIZ RIBEIRO
Coordenação Geral Acadêmica

3 comentários:

  1. Leonardo Martins2 de abril de 2010 11:23

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  2. Leonardo Martins2 de abril de 2010 11:24

    Esta postagem foi removida pelo autor.

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  3. Leonardo Martins2 de abril de 2010 14:38

    Reforma e tudo mais é muito lindo e nos alegra o coração. A única pena é que tenhamos que vender o que não é nosso. Alguém pensou na memória de quem doou este espaço? Alguém pensou na memória de quem construiu esse patrimônio? Será que sempre entraremos na mesma armadilha? Vem alguém e aterroriza: "Vamos fechar!". E nós de boa vontade, então, dizemos: “venda uma parte, mas não feche”. Não foi assim com os prédios da Homem de Melo? Dizem que por “imperícia” ficamos sem nada? Imperícia? Nem minha filha crê nisso. Mas já foi....
    Honestamente devíamos pedir autorização aos americanos para enterrarmos a sua memória em fatias como temos feito.
    Ah! Mas os batistas não ligam para o Seminário, dizem. Será? Ao menos nós tentamos chamar sua atenção ou só o fazemos quando é para dizer, não tem jeito? (Falácia).
    Alguém já pergunto-se por que outros denominações compram, e crescem até mesmo em termos de academia e nós batistas só conjugamos o verbo vender?
    Por que para fazer mestrado na PUC o aluno RECEBE UMA BELA BOLSA e nós em 102 nem mestrado temos? Será que teologia na PUC dá “lucro”? Porque bacharelato na FABAT certamente dá “prejuízo”.
    Vejam o exemplo da UMESP (70 ANOS).
    http://www.metodista.br/posreligiao/sobre/iepg-que-e-isso
    http://www.metodista.br/sobre-a-metodista/metodista-em-numeros

    Se querem sonhar que sonhem, mas sonhemos o sonho de Deus. A propósito, alguém perguntou-Lhe se devemos vender ou não? Ou estamos decidindo humanamente?
    Não conheço todas as respostas, mas estou procurando-as com sinceridade de coração.

    Com tristeza,

    Leonardo Martins.

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